
Considerando o fato de que nos últimos 18 anos o analfabetismo diminuiu cerca de 30%, segundo pesquisa feita pelo IBGE, podemos imaginar que o governo está se esforçando para que este problema seja de fato erradicado do Brasil.
Mas será que a forma com que tratam o analfabetismo é correta? A forma com que o governo está tratando consiste em classificar uma pessoa analfabeta aquela que não sabe ler e escrever, mas a partir do momento em que esta pessoa saiba escrever ou ler “algumas” palavras ela deixa esta classe de analfabeta e passa a integrar o “seleto” grupo de alfabetizados, podemos dizer que estas pessoas são analfabetas culturais, ou seja, elas sabem ler, mas não sabem o que significa o que estão lendo.
Fica fácil entendermos o porquê o analfabetismo diminuiu consideravelmente no Brasil, hoje um aluno de ensino fundamental não pode repetir o ano, a não ser que seja por falta, do contrário ele vai até o nono ano.
Uma pessoa alfabetizada não é aquela que sabe reconhecer o seu nome, ou balbuciar algumas palavras, e sim aquela que lê,entende e no fim ainda possa fazer uma crítica do que leu.
Seria óbvio que tratar este problema desta maneira diminuiria consideravelmente os números desfavoráveis, apenas os números, por que o analfabetismo continua, encoberto, mas continua.
Por Estevam Collar de Brito
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