segunda-feira, 26 de julho de 2010

A TAL DA PROPAGANDA ENGANOSA


Com a conscientização das empresas de que para a sua marca ficar em evidência é preciso divulgá-la, a procura pela propaganda aumentou significavelmente. Com o aumento das propagandas muita coisa positiva apareceu, e claro, muito coisa negativa também.

A propaganda enganosa surgiu devido ao aumento da concorrência, que faz com que as empresas apelem cada vez mais para se sobressair sobre as demais.

Temos vários exemplos de empresas famosas que tentaram ludibriar o consumidor com falsas propagandas, exemplo mais recente é o da Nestlé com a bebida Alpino. A empresa foi acusada de que a bebida Alpino não reproduz o sabor do bombom que leva o mesmo nome, induzindo o consumidor ao erro.

A Nestlé divulgou nota afirmando que o produto foi aprovado por todos os órgãos e também por 92% dos consumidores frequentes do bombom. E que resolveu colocar no rótulo a frase que está gerando polêmica justamente para não induzir o consumidor a erro. Para não parecer que estavam vendendo bombom líquido, o que não seria possível, ou pedaços do chocolate Alpino no produto, a Nestlé decidiu incluir as frases "este produto não contém Chocolate Alpino" e "imagem meramente ilustrativa para referência de sabor", informou a assessoria.Devido à polêmica, os rótulos serão modificados.

Um outro exemplo famoso que temos é o das Casas Bahia, quem não se lembra daquele comercial com o seguinte bordão “Quer pagar quanto?”, este comercial veiculado em quase todas as emissoras de Rádio e TV chamou a atenção pela facilidade de compra, mas será que o cliente pagaria quanto ele quisesse mesmo? Foi o que fez um consumidor. Comprou diversos produtos, e na hora de pagar disse que pagaria apenas R$ 1,00 por mês. A loja não queria aceitar, o consumidor entrou com um pedido na justiça e ganhou a causa.

O consumidor atual não tem mais aquele pensamento inocente de antes, ele está mais detalhista, mais preocupado com o seu dinheiro e ludibriações como essas já não surtem tanto efeito, resta saber se as empresas perceberam isso ou não!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Médicos desrespeitam lei e continuam com “garranchos”


Para quem não sabe, desde 1975 existe uma lei que proíbe que médicos escrevam de forma ilegível as receitas médicas, os famosos “garranchos”.
A lei 5991, em vigor desde 1975, esclarece em seu artigo 35 intitulado “Do receituário” que “Somente será aviada a receita: que estiver escrita a tinta, em vernáculo, por extenso e de modo legível, observados a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais”, ou seja, em letra legível.
Decifrar os “hieróglifos” dos médicos não é tarefa fácil para os farmacêuticos, que muitas das vezes chegam até a ligar para o consultório do médico para tirar as dúvidas. Alguns mais antigos adotam a seguinte tática, perguntam o nome do paciente e através do nome vão tentando decifrar as outras letras.
O médico que desrespeitar e continuar com os “garranchos” pode sofrer até cinco penas. Uma advertência confidencial, censura confidencial restrita ao prontuário médico, ser julgado pelo conselho, sofrer censura pública divulgada no Diário Oficial e no jornal de circulação do conselho que ele é inscrito e, com isso, sofrer suspensão do exercício profissional em 30 dias, ficando proibido de exercer a profissão e até sofrer a cassação do exercício profissional.
Os farmacêuticos também podem ser punidos se venderem medicamentos errados por causa de má interpretação da receita, cabe a ele devolver a receita ao médico caso a prescrição não esteja legível. Se o medicamento for vendido erroneamente o paciente pode denunciá-lo a polícia e o profissional pode até ser preso.
Para acabar com o sofrimento dos farmacêuticos e pacientes, no DF todos os hospitais públicos e particulares foram informatizados, e a receita médica é impressa, uma forma de acabar com a prática do “garrancho”.
Mas cabe ao paciente recusar a receita caso ela esteja ilegível, afinal é a sua própria saúde ou a de terceiros que está em jogo.


Por Estevam Collar de Brito

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Recalls de automóveis no Brasil possui números exorbitantes


Um problema que vêm castigando a população há alguns anos é o do famoso recall.Recall provém do inglês, e significa “chamar de volta”, é o procedimento adotado por fornecedores de bens e serviços, inclusive micro e pequenas empresas, quando um determinado produto ou serviço por eles produzido e que já esteja no mercado, apresentem riscos à vida ou à saúde de seus consumidores. Neste caso é obrigação do referido fornecedor proceder ao chamamento de todos os consumidores que adquiriram tal produto ou tomaram tal serviço para que seja realizado seu reparo ou substituição.
Nos últimos anos os números de recalls aumentaram significadamente, só em 2009 foram 45 chamadas, e neste ano já foram 24, que atingiram 1.052.887 de veículos, esse número já é 45% maior do que os 723.817 automóveis envolvidos nas convocações realizadas ao longo de todo o ano de 2009.
Uma pesquisa feita em março de 2010 pela GFK, uma das maiores empresas do ramo de pesquisas e que está presente em mais de 100 países, realizou um estudo no Brasil, entrevistando 1000 pessoas com mais de 18 anos de idade. Foi constatado que 62% dos participantes não lembram de nenhum recall de carros.
O Denatran ( Departamento Nacional de Trânsito ) havia intitulado uma decisão no ultimo dia 28 que proibia a venda de veículos que não fizeram o recall quando chamados, mas nesta segunda-feira, uma semana depois, voltou atrás e liberou a venda.
Segundo o órgão, a decisão de desconsiderar a proibição foi tomada pelo fato de não haver base legal para tal ação e que seria necessário mudar o Código Brasileiro de Trânsito para colocar em prática a restrição.
O recall pode ser considerado um fator positivo, o maior rigor da legislação e a preocupação das empresas em preservar a sua imagem, algo que não acontecia antigamente, fizeram que os números de recalls aumentassem dessa maneira.



Por Estevam Collar de Brito

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Novo reajuste nas tarifas dos pedágios paulistas


A partir desta quinta feira (01) passa a vigorar a nova tabela de preços dos pedágios do estado de São Paulo que estão sob a concessão da iniciativa privada.
A justificativa utilizada pela ARTESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) para explicar o motivo do aumento foi a de que vários investimentos foram feitos nas rodovias e que parte da arrecadação é destinada aos 242 municípios paulistas cortados pelas rodovias, verba que é repassada desde 2000 e que contribui para a recuperação de vicinais.
Também a partir desta quinta-feira os passageiros de ônibus com viagens intermunicipais, interestaduais e internacionais passaram a pagar mais pelas passagens, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou reajuste de 2,134% nos preços das passagens.
Os motoristas de São José do Rio Preto e região que viajarem para São Paulo nos próximos dias, terão de desembolsar em média R$ 125,00 reais. Veja abaixo a tabela de pedágios e preços para quem for viajar á São Paulo nos próximos dias:


IDA:


Rodovia Denominação KM Localidade Valor em R$
SP-310 Rod Washington Luiz, km. 398 Catiguá R$10,60

SP-310 Rod Washington Luiz, km. 346 Agulha R$7,50

SP-310 Rod Washington Luiz, km. 282 Araraquara R$11,25

SP-310 Rod Washington Luiz, km. 181 Rio Claro R$12,05

SP-348 Rod dos Bandeirantes, km. 159 Limeira R$4,25

SP-348 Rod dos Bandeirantes, km. 115 Sumaré R$5,60

SP-348 Rod dos Bandeirantes, km. 77 Itupeva R$6,35

SP-348 Rod dos Bandeirantes, km. 36 Caieiras R$6,35




VOLTA:


Rodovia Denominação e KM Localidade Valor em R$
SP-348 Rod dos Bandeirantes, km. 39 Campo Limpo Paulista R$6,35

SP-348 Rod dos Bandeirantes, km. 77 Itupeva R$6,35

SP-348 Rod dos Bandeirantes, km. 115 Sumaré R$5,60

SP-348 Rod dos Bandeirantes, km. 159 Limeira R$4,25

SP-310 Rod Washington Luiz, km. 216 Itirapina R$7,25

SP-310 Rod Washington Luiz, km. 282 Araraquara R$11,25

SP-310 Rod Washington Luiz, km. 346 Agulha R$7,60

SP-310 Rod Washington Luiz, km. 398 Catiguá R$10,60


Por Estevam Collar de Brito

Erradicação do analfabetismo no Brasil


Considerando o fato de que nos últimos 18 anos o analfabetismo diminuiu cerca de 30%, segundo pesquisa feita pelo IBGE, podemos imaginar que o governo está se esforçando para que este problema seja de fato erradicado do Brasil.
Mas será que a forma com que tratam o analfabetismo é correta? A forma com que o governo está tratando consiste em classificar uma pessoa analfabeta aquela que não sabe ler e escrever, mas a partir do momento em que esta pessoa saiba escrever ou ler “algumas” palavras ela deixa esta classe de analfabeta e passa a integrar o “seleto” grupo de alfabetizados, podemos dizer que estas pessoas são analfabetas culturais, ou seja, elas sabem ler, mas não sabem o que significa o que estão lendo.
Fica fácil entendermos o porquê o analfabetismo diminuiu consideravelmente no Brasil, hoje um aluno de ensino fundamental não pode repetir o ano, a não ser que seja por falta, do contrário ele vai até o nono ano.
Uma pessoa alfabetizada não é aquela que sabe reconhecer o seu nome, ou balbuciar algumas palavras, e sim aquela que lê,entende e no fim ainda possa fazer uma crítica do que leu.
Seria óbvio que tratar este problema desta maneira diminuiria consideravelmente os números desfavoráveis, apenas os números, por que o analfabetismo continua, encoberto, mas continua.

Por Estevam Collar de Brito

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O poder da Televisão!


A programação da TV brasileira chegou a um patamar onde o que impera é somente o “business”, mais precisamente aquelas propagandas de aparelhos de ginásticas, eletrodomésticos, produtos de emagrecimento e etc.
O Brasil possui cerca de 193 milhões de habitantes, e segundo o (PNAD) Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios, 93% dos domicílios brasileiros possuem televisão, o que corresponde a cerca de 170 milhões de aparelhos, por isso as empresas estão apelando cada vez mais neste segmento.
Se pararmos para pensar, e imaginar que se apenas 10% dos lares que possuem televisores comprarem o produto anunciado, cerca de 19 milhões de unidades do produto seriam vendidos, e vamos além, suponhamos que cada unidade do produto custasse 10 reais. A empresa faturaria 190 milhões de reais.
Hoje em dia há vários meios de influenciar o telespectador em uma compra, exemplo disso são as propagandas “mascaradas” nas novelas e filmes. A atriz vai passar um creme no rosto e a câmera focaliza bem a marca do produto do creme que ela está usando, consequentemente quem está assistindo é tomado pela curiosidade e pensa: “Se a atriz fulana de tal, está usando, é por que é bom, então eu vou comprar também”, na maioria das vezes o nome da marca nem é falado pela atriz, somente o fato de o frasco do “tal” creme aparecer no filme ou na novela, já influencia na compra.
A internet é outro meio poderoso da propaganda, mas no Brasil ainda é restrita a poucos,segundo uma pesquisa realizada pelo IBOPE//NetRatings, 41.565 milhões de pessoas com 16 anos ou mais, declararam ter acesso à web de alguma forma -seja de casa, do trabalho, da escola, cyber-café, etc- esse número é muito pouco comparado ao número de habitantes do Brasil, e ao número de pessoas que possuem televisão, desta a forma a TV se firma como o meio mais poderoso na hora de influenciar em uma compra.
Por Estevam Collar de Brito

Exigência de diploma para jornalistas: Liberdade de Expressão ou Qualificação?

Recentemente surgiu uma polêmica envolvendo a classe jornalística e o STF (Supremo Tribunal Federal) em razão da desqualificação do diploma de jornalista, o que tornaria qualquer cidadão comum em jornalista, caso queira.
A decisão do STF, foi baseada na tese de que exigindo o diploma, a sociedade perdia a liberdade de expressão, e ficava a mercê de veículos de comunicação que por defender os seus ideais, influenciavam a população.
Engana-se quem pensa que para escrever uma matéria, basta apenas colocar suas idéias no papel,existem públicos alvos, cada matéria é escrita conforme ao público que vai atingir, com linguagens diferentes.
A qualificação se encaixa no contexto de saber o que está escrevendo, é por isso que existem os cursos de graduação, do mesmo jeito que um médico precisa de estudos para examinar um paciente e diagnosticar o problema, uma pessoa precisa de estudos para passar as informações de forma correta para a massa, ou seja, o jornalista.
Ao que indica o STF anda um pouco ‘de mal’ com a classe jornalística ao afirmar que “o Brasil seria um país bem mais avançado se qualquer um pudesse expor as suas ideias aos demais”, tudo bem, eu como futuro jornalista até concordo que os demais deveriam expor suas idéias, mas pra isso precisaria tirar o nosso diploma? Que exponha suas idéias nas rodas de amigos, reuniões de trabalho e etc.
‘Oras bolas’, será que ninguém tem idéia formada nesse Brasil? Será que 100% dos brasileiros são influenciados por uma reportagem ou editorial publicado em algum canto?
Aí fica a seguinte questão, se a liberdade de expressão é baseada nisso, então se uma pessoa achar que o diagnostico de um médico está errado, ela poderá intervir e sugerir o que ela achar que é correto?
Liberdade de expressão não é verdade!
E tenho dito!

Por Estevam Collar de Brito