quarta-feira, 30 de junho de 2010

O poder da Televisão!


A programação da TV brasileira chegou a um patamar onde o que impera é somente o “business”, mais precisamente aquelas propagandas de aparelhos de ginásticas, eletrodomésticos, produtos de emagrecimento e etc.
O Brasil possui cerca de 193 milhões de habitantes, e segundo o (PNAD) Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios, 93% dos domicílios brasileiros possuem televisão, o que corresponde a cerca de 170 milhões de aparelhos, por isso as empresas estão apelando cada vez mais neste segmento.
Se pararmos para pensar, e imaginar que se apenas 10% dos lares que possuem televisores comprarem o produto anunciado, cerca de 19 milhões de unidades do produto seriam vendidos, e vamos além, suponhamos que cada unidade do produto custasse 10 reais. A empresa faturaria 190 milhões de reais.
Hoje em dia há vários meios de influenciar o telespectador em uma compra, exemplo disso são as propagandas “mascaradas” nas novelas e filmes. A atriz vai passar um creme no rosto e a câmera focaliza bem a marca do produto do creme que ela está usando, consequentemente quem está assistindo é tomado pela curiosidade e pensa: “Se a atriz fulana de tal, está usando, é por que é bom, então eu vou comprar também”, na maioria das vezes o nome da marca nem é falado pela atriz, somente o fato de o frasco do “tal” creme aparecer no filme ou na novela, já influencia na compra.
A internet é outro meio poderoso da propaganda, mas no Brasil ainda é restrita a poucos,segundo uma pesquisa realizada pelo IBOPE//NetRatings, 41.565 milhões de pessoas com 16 anos ou mais, declararam ter acesso à web de alguma forma -seja de casa, do trabalho, da escola, cyber-café, etc- esse número é muito pouco comparado ao número de habitantes do Brasil, e ao número de pessoas que possuem televisão, desta a forma a TV se firma como o meio mais poderoso na hora de influenciar em uma compra.
Por Estevam Collar de Brito

Exigência de diploma para jornalistas: Liberdade de Expressão ou Qualificação?

Recentemente surgiu uma polêmica envolvendo a classe jornalística e o STF (Supremo Tribunal Federal) em razão da desqualificação do diploma de jornalista, o que tornaria qualquer cidadão comum em jornalista, caso queira.
A decisão do STF, foi baseada na tese de que exigindo o diploma, a sociedade perdia a liberdade de expressão, e ficava a mercê de veículos de comunicação que por defender os seus ideais, influenciavam a população.
Engana-se quem pensa que para escrever uma matéria, basta apenas colocar suas idéias no papel,existem públicos alvos, cada matéria é escrita conforme ao público que vai atingir, com linguagens diferentes.
A qualificação se encaixa no contexto de saber o que está escrevendo, é por isso que existem os cursos de graduação, do mesmo jeito que um médico precisa de estudos para examinar um paciente e diagnosticar o problema, uma pessoa precisa de estudos para passar as informações de forma correta para a massa, ou seja, o jornalista.
Ao que indica o STF anda um pouco ‘de mal’ com a classe jornalística ao afirmar que “o Brasil seria um país bem mais avançado se qualquer um pudesse expor as suas ideias aos demais”, tudo bem, eu como futuro jornalista até concordo que os demais deveriam expor suas idéias, mas pra isso precisaria tirar o nosso diploma? Que exponha suas idéias nas rodas de amigos, reuniões de trabalho e etc.
‘Oras bolas’, será que ninguém tem idéia formada nesse Brasil? Será que 100% dos brasileiros são influenciados por uma reportagem ou editorial publicado em algum canto?
Aí fica a seguinte questão, se a liberdade de expressão é baseada nisso, então se uma pessoa achar que o diagnostico de um médico está errado, ela poderá intervir e sugerir o que ela achar que é correto?
Liberdade de expressão não é verdade!
E tenho dito!

Por Estevam Collar de Brito